Que dia mais feliz

Há quem não dê importância para essa data, há quem diga que é o melhor dia do ano, há também aqueles que dizem que é a melhor semana do ano, e o comemoram por dias consecutivos e sem perder o gás, enquanto há aqueles que não querem comemorar.

Já passei por algumas dessas fases.. Por exemplo, quando pequeno, nos meus primeiros aniversários. Aquelas coisas todas que tem em toda festa de criança: docinhos apetitosos, salgadinhos gostosos, um bolo enorme naquela mesa toda enfeitada. Obviamente, eu não lembro de nada disso, mas imagino como deve ser para um bebê, que não faz a menor idéia do que significava fazer aniversário, e não podia aproveitar nada daquilo. Claro, nem precisava, já que todos os outros aproveitavam o suficiente por eles mesmos e pelo aniversariante. Como sempre, tinham também muitas pessoas olhando para a vítima, enquanto abriam e fechavam uma estranha cavidade negra na cara durante minutos inteiros, como se estivessem querendo transmitir algum tipo de mensagem, em algum código que era totalmente desconhecido para o pequenino, e quando não estavam alternando o formato dessa cavidade, a deixavam num único formato exibindo algumas coisas estranhas, brancas, algumas vezes cercadas por um tipo de gosma “chocantemente” colorida (posteriormente conhecido por mim, como batom), que quando tocava a face do aniversariante, devia ser um incômodo enorme, e ele mesmo não tinha muito que fazer, pobre coitado.

Muitos anos se passaram, e claro, eu cresci um pouquinho, estava lá com meus 11 ou 12 anos, e uma nova fase de comemorações se iniciaram. Ah! Que fase! Em todos os aniversários, meus e dos meus coleguinhas, colocávamos uma lona no portão, evitando assim que olhares não convidados penetrassem na festa, os pais tiravam os carros da garagem, e abria-se espaço para a pista de dança, onde tocava as baladas românticas, permitindo que crianças até então inocentes, descobrissem os prazeres da dança. Os meninos juntavam toda a coragem que tinham e se dirigiam para a menina que queria dançar, e a convidava. Colocava as suas mãos na cintura dela, enquanto ela colocava suas mãos, inicial e timidamente, nos ombros dele.

Nessa mesma época, até uma festa no MC Donalds já aconteceu! Foi muito divertido, a equipe de animação preparou várias brincadeiras, das quais não ganhei nenhuma, mas comi muitos hambúrgueres! Só por isso já fui muito feliz!

Após mais algumas comemorações, cheguei à fase do “não quero bolo, nem festa, me deixe em paz”, a típica revolta pré-adolescente, crise existencial, etc. e tal. Não que eu sentisse tudo isso, apenas não queria bolo, e nem festa mesmo, e só queria que me deixassem em paz. Não há muito que comentar sobre essa fase, uma vez que não fiz muitas comemorações mesmo.

Massssss.. depois de muitos anos, já depois de ter finalizado o ensino médio, ingressei na faculdade e lá fiz boas amizades. E acima de tudo, já era uma pessoa assalariada, ou seja, decidia o que fazer no meu aniversário. Hummmmmm.. Comemorações deliciosas em lugares onde eu me divertia muito: restaurantes! Em um desses anos foram 2 dias seguidos indo ao Outback… definitivamente, sair para comer é sempre divertido!

Finalizada a faculdade, uma verdadeira reviravolta alterou meu estado de espírito revoltado, comecei a aprender dança de salão! Conheci muitas pessoas legais, me divertia de uma forma indescritível, e como consequência, minha última festa foi sensacionalmente divertida. Pessoas que tinham o dever de estar lá não foram, porém no meio de tantas pessoas que eu imaginei que acabariam não indo, dancei até, literalmente, minhas pernas ficarem “bambas”! Até mesmo quando eu tentava me esconder das mulheres para descansar, um braço me segurava e uma voz dizia “mas eu tenho que dançar uma música com o aniversariante!”, e, é claro, eu ria e dançava. Eu ria por prazer, mas também porque parecia algumas vezes que eu era o conduzido naquela dança, e não o condutor, por pura falta de força, que foi embora e levou junto minha determinação.

Mas foi uma das melhores comemorações, definitivamente, pois pessoas de todas essas épocas estavam presentes.

Independentemente da fase que estamos não precisamos fazer muito para deixar o ambiente agradável, pois são nossas companhias que fazem a nossa festa, e se essas companhias são animadas, a gente não precisa fazer nada no final das contas! Até mesmo enquanto estamos nos primeiros aniversários, pois todos os presentes são, talvez, para o bebê, todos estranhamente iguais.

3 thoughts on “Que dia mais feliz

  1. Eu sempre adorei aniversariar (até agora que estou ficando velhinha…rsrsrs).
    Sempre me achava única…(Como se não houvesse milhares de pessoas que tinham nascido naquela mesma data…hahaha).
    Enfim…sempre gostei de tudo o que envolve esta data…e claro o BOLO, DOCES, SALGADOS E etc…
    Mas concordo com vc em muitas observações que fez!!!
    Parabéns novamente pelo texto!!

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