A vingança contra o bule!

No meu tempo “bule” era usado para esquentar água para um café ou chá. Aliás, prezados leitores, estão servidos de um delicioso cafezinho? Muito bem. Hoje em dia a palavra inglesa bullying, assim como muitos estrangeirismos, foi incorporada à língua portuguesa.  Imaginando-se que na pronúncia da palavra bullying o som da sílaba fonética –ING é quase imperceptível; para fazermos o trocadilho sonoro entre “bullying/bule”, não é preciso ser dotado de muita criatividade.

Definições e nomenclaturas à parte, este texto nem de longe pretende fazer apologia às boas maneiras e ao modo como devemos amar os nossos semelhantes. Nada disso. Se na sua escola o bule ferveu pro teu lado, o seu desejo de vingança contra as supostas humilhações é que vai esquentar a chapa desta vez – isso se não esquentou nos tempos de colégio.  Vingança? Isso, vingança. Esse negócio de deixar pra lá, engolir o desaforo, dar a outra face pra bater não cola mais. Ou, pelo menos, não colou para os seguintes vitimados a seguir.

Carrieta White, vulgo “Carrie – a Estranha” em português, pôs a galera da escola pra arder em chamas em seu baile de formatura. Após o fatídico banho de sangue de porco despejado em sua cabeça, somado aos ecos de risos de seus agressores; eis que Carrie utiliza seus poderes telecinéticos com precisão em sua vingança bem descrita por Stephen King em seu livro “Carrie” e bem retratada no filme de Brian de Palma.

Anos depois, na telenovela “A Rainha da Sucata” de 1990, foi Maria do Carmo (interpretada por Regina Duarte) a Carrie da vez: levou um banho de lixo no dia de sua formatura à la Carrie. Já em 2003, Ana Francisca (interpretada por mariana Ximenes) foi a Carrie do ano: levou um balde de tinta verde na cabeça preparado pelos colegas de classe do colégio em uma festa de formatura também. No entanto, após a humilhação, Ana Francisca volta rica para a cidade natal depois de ter vivido alguns anos na Argentina. A melhor vingança para Ana seria vender a fábrica de chocolates da cidade deixando-a em situação de miséria, de modo que todos os moradores e desafetos de Ana passariam privações.

E tem os que resolvem a coisa na porrada. Repito: re-sol-vem. Mesmo. Escreveu não leu? O pau comeu. Demorou um pouco, pois, as vítimas do bule fervendo precisaram aprender a ferver o bule assim como fizeram os seus agressores. É o caso de Daniel-San (interpretado por Ralph Macchio) nos anos 80. Ele tomou um cacete, mas um cacete, que resolveu aprender karatê com o Sr. Miyagi. Em “Nunca mais” filme de 2002, Jennifer Lopez apanhava do marido. Aprendeu artes marciais e desceu o cacete nele. Socou legal o malandro. Ah, chega uma hora que a gente fala BASTA! (ou Enough!, como no título do filme em inglês).

E basta de conversa, vou colocar água no bule, pois, como diz o ratinho: hoje tem café no bule.

3 thoughts on “A vingança contra o bule!

  1. Sou á favor, de ser resolvido, na porrada…Esse negócio de sair chorando e falar pra mamãe que foi “bullynado”(??!), é coisa de bobinho…rs…

  2. Cyberbully já não é suficiente pra importunar o filho da puta que infernizou o meu tempo de escola.

    Mas malhei pra caralho, e já descobri onde o verme mora, onde trabalha, e com quem está casado. Por aí, tire as conclusões.

    Todo bully devria ser processado, pegar cadeia, e/ou ser queimado vivo. Como isso não acontece, resta a vingança.

    Morte aos bullies.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s