O clã das pessoas sem guarda-chuva

Vagam pelo fim de tarde,
Após o sol que arde,
Essas pessoas nas ruas,
Nuas.
Trabalhadores no dia de chuva.
Inunda.
Transborda entre cada clarão
Que aflição

Só(i)s na calçada ensopada
As almas lavadas
Nã se preocupam em vão
Os pés descalços– Não me calço!
Não me canso de olhar.

Após a pressa, a aceitação
Entregam-se de coração
Sem medo de se molhar.
Entre passos rápidos
Seu lento caminhar
Cruzam o olhar
Percorrendo o caminho
Rumo ao abrigo
Sozinho, lindo

Se reconhecem no sorriso cúmplice
Cumpre-se
O encontro, o se emancipar.
Esses sem medo,
Pressa ou desespero,
Guardam os segredos da lua
Na rua
Vaga o clã
Das pessoas sem guarda-chuva.

2 thoughts on “O clã das pessoas sem guarda-chuva

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