Detalhes Divertidos da Vida em São Paulo-PARTE 2

Andando pela cidade de São Paulo, nos deparamos com todos os tipos de pessoas.

Sim! Em Sampa, é tudo diferente! Estando aqui, nascendo aqui, temos a impressão de que, em um país inteiro, os únicos normais somos nós, paulistanos. Mas fazendo uma análise crítica pela cidade, percebemos que a idéia é outra, certo? Bem, os paulistas da gema (se é que existem), só vão me entender, se deixarem de lado alguns “pré-conceitos”, idéias definidas e muitas vezes sem pé-nem-cabeça (coisa de paulista falar!).

Fui convidada por um amigo para fazer um passeio cultural, pelos bares da cidade. Aceitei, porém, optei por aproveitar a viagem e a prosa, observando o máximo que eu pude no comportamento alheio. Xeretei a vida alheia, de uma forma mais popular, se é que isso pode ser motivo de opinião negativa já que numa cidade com 41.975.126 de pessoas, o mínimo que se pode fazer é olhar os outros, afinal, o que mais tem por aqui é gente!

Passemos para nossa lista, que segue abaixo, novamente, em forma de pensamentos organizados. Sim! Porque pensando em lista, lembramos de fila, e embora  fila seja coisa de paulista, cá pra nós… Enche o saco!

Ouvi dizer, uma vez, que paulistano não tem sotaque! Dá pra acreditar? Numa mesa de bar o cidadão solta que “Não, que gente de Sampa, fala a língua portuguesa, de uma forma clara, como está escrito, não temos ‘s’ com som de ‘x’ (como nossos amigos cariocas), nem ‘r’ de rato o tempo todo (como nossos amigos nordestinos), tampouco falamos cantando  (como nossos amigos gaúchos)!” Mas…Experimente parar só um pouquinho e fazer um comparativo de sotaques. Com certeza o maldito paulistano vai ser bem destacado! É um tal de: “Ô meu!” pra cá, ou então um “Manoooo, cê num vai acreditar!”, facílimo de ouvirmos saltando da garganta dos rapazes da cidade. Muito irritante! Mas não tanto quanto ouvirmos as “teens” de Sampa conversando, porque só o que tem é :”Ah velho, na boa!” ou “Não, não, escuta essa!”, “Tipo, pra mim, você não tem nem idéia.” Coisa irritante do inferno, ficar 15 minutos conversando com essa galerinha aí, é o suficiente pra você querer mudar pro Tibet, só pra ouvir pouquíssimas palavras em muito espaço de tempo.

De onde veio a expressão: ”Programa de Índio”?? Na minha opinião, esses dizeres não remetem a civilização paulistana ao preconceito. Não, não, não mesmo, nos remete á burrice! “Esperei três horas na fila, pra brincar naquele brinquedo no Playcenter, meu! Putz programa de índio!”… ?!? Qual a relação entre estar na fila de um Parque e ser índio?

Além de burros somos ingratos! Dentro do nosso vocabulário diário, temos centenas de palavras de origem indígena e que, sem elas, a nossa linguagem seria no mínimo estranha! Tem itaú, itaquera, anhanguera, anhangabaú. Palavras que fazem parte da vida paulistana e não tem problema nenhum em existir. Fala sério né meu!

Qual a bebida preferida de Sampa? Cerveja? Chopp? Qual? Não tem! Não tem mesmo, é sério!

Em um estudo feito pela Abic, a segunda bebida predileta dos brasileiros é o café, e a primeira é a água. Agora pergunta de São Paulo? Não tem resposta! Pode até aparecer uma estatisticazinha, mas não é confiável! Porque só dá pra estudar o resto do Brasil, São Paulo não! A galera toma qualquer coisa, o tempo todo! Em Minas, se tem muito gosto por café fraquinho, o povo do Sul, curte aquele chimarrão (cházinho amargo pra burro!), os cariocas já curtem uma tal de loira gelada… Coisas típicas, sabe? De repente o povo nem curte tanto a bebida assim, mas se alguem perguntar o que se bebe lá, eles vão saber responder! E aqui?

Em São Paulo, se bebe qualquer coisa! Na hora do almoço, tem gente que encara suco natural, artificial, chá gelado, suco de soja, água de bueiro! E na hora de beber pra descontrair com os amigos, é tanta criatividade, que não caberia nesse texto, é cerveja, chopp, chopp de vinho, caipirinha de pinga, de vodka, vodka misturada com qualquer coisa que der gosto, por que tem gente que diz que vodka não tem gosto, e sai misturando tudo que vê pela frente, em tudo que estiver na mesa do bar. Já ouvi o caso de uma menina que misturou vodka com Cebion, aquela pastilha de vitamina C. Deve ter feito um estrago, eu hein!

Mas…Tipo assim (à moda paulistana de dizer), volto à dizer que adoro viver aqui. Sempre estive em São Paulo, conheci cidades do interior, estados fora de Sampa, entre outros. E me identifico em tudo, até com os detalhes irritantes que tem aqui! Mesmo porque fazem parte do meu comportamento, e por carioca algum eu mudo isso(opa!). Mas a realidade é que mesmo sendo SEU, é bom criticar também. O maior defeito de São Paulo, é abrigar o preconceito de muita gente. Quem sabe um dia, fazendo críticas de leve, seja possível fazer alguma coisa…

Isso aí, pessoal, até mais! Na próxima semana, pretendo fazer um breve relato comparativo, sobre as mulheres modernas de São Paulo, por cada região, será que tem mudança de uma para outra? Veremos, e até lá, vamos bebendo!

Beijos da Eva

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