Sobre acertar um erro do passado

Eu sempre gostei muito de música. “Ok”, você fala. “Você e a torcida do flamengo”. Ok.
Mas eu sempre gostei muito mesmo de música. De forma que minha vida sempre foi pontuada por ela. Ao que eu me lembre, lá pelos 10 anos, eu já estava começando a construir minha personalidade musical (e ela continua em construção até hoje, vale a pena lembrar). Sempre fui muito curiosa, sempre tive sede de conhecer coisas novas e de conversar com gente que também gostava de música. Não entendo como tem gente que não gosta de música. Há um prazer sensorial nessa história: Na minha história com a música.
Também não entendo quem diz que “show é só um show”. Assisti alguns shows que marcaram a minha vida por completo. Os psicólogos vão dizer que eu pontuo fases da minha vida com a música. Há músicas que ouço em determinadas fases. Há músicas que marcam determinadas fases e eventos. Mas todo dia ela, a música, está presente na minha vida.

E assim como a presença, ela também pontua a ausência. Há alguns shows que perdi e que me doem no fundo da alma até hoje. E alguns deles eu sei que nunca mais poderei ver na vida. E é disso que se trata esse texto de hoje: Sobre ter a oportunidade de corrigir um erro do passado. Pode parecer um texto sobre música, mas não é só isso!

A última sexta-feira foi um dia bem especial para mim. Foi o dia em que eu vi pela primeira vez o Kraftwerk, que se apresentou durante a edição brasileira do festival Sónar (Festival Internacional de Música Avançada). Durante o dia, postei o seguinte texto no meu perfil do Facebook:

“E é hoje que verei uma banda que gosto desde os meus 12 anos de idade. Sabem o que é isso? Lá pelos idos de 1990, essa garotinha aqui com 12 anos era espectadora assídua do programa Clip Trip que passava na Gazeta.

Não existia internet, não existia cd. Muito menos UHF. A MTV apareceu no final de 1990. Beto Rivera era o único cara que trazia música bacana na programação da tv. E eu, com meu gosto musical em formação, assistia a tudo com o deslumbramento da idade. E sempre rolava aquele clip daqueles caras estranhos, esquisitões, com uma música diferente, que eu não entendia muito, mas me encantava. Era “The Robots”, do Kraftwerk. Depois disso nem sei dizer quantas mudanças rolaram na minha vida, mas Kraftwerk sempre foi uma banda que levei no coração.

Eles já vieram aqui 3 vezes, mas eu perdi. E sempre me lamentei por ter perdido. Agora é minha vez! Hoje à noite, no show 3D, reviverei meus 12 aninhos e muito mais. Vocês não podem imaginar o tamanho da minha alegria”.

Durante o show, reencontrei aquela garotinha de 12 anos que até eu achava que estava perdida. Poucas vezes vivenciei isso. Chorei atrás do óculos 3D, vibrei, gritei, foram tantas sensações simultâneas que é difícil de colocar nesse texto. Esse momento estará na minha mente para sempre! E o principal: consegui corrigir um erro do passado. Esse último parágrafo desse texto, para mim, não tem tamanho! Ah! Sobre o show, vocês podem ler essa resenha aqui desse pessoal, que eu achei a que melhor descreveu o festival.

Das minhas lembranças fotográficas, só o Instagram:

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