(In)tolerância

Aviso: se você acha que homossexualidade é algum tipo de doença ou um pecado mortal, não leia este artigo!

Hello galera!!! Século XXI! Vamos deixar preconceitos descabidos de lado? Se tem uma coisa que me irrita profundamente, é o tal do preconceito! Pode até ser preconceituoso de minha parte, mas não consigo entender como existem pessoas que se acham acima do bem e do mal, só porque se encaixam no perfil da maioria das pessoas que são ditas “normais”.

Qual o problema de ter tatuagem, de usar piercing, de acreditar em Buda, Alá, Vishnu, Iemanjá ou Jeová? Qual o problema em ser negro, índio, gay ou lésbica? Todos nascemos com uma mesma certeza: de que vamos morrer um dia. Então porque agir como deuses julgadores? Cada um acredita no que quiser: purgatório, reencarnação, karma… mas uma coisa é certa à lei da ação e reação: o que você fizer irá voltar para você, seja o bem ou o mal, seja nesta vida ou em outra, ou no juizo final, ou no que disser a sua crença. Se você não for religioso, pelo menos na Lei de Newton há de acreditar.

Bom, vamos ao que tem me incomodado com mais frequência nestes dias: o preconceito sexual. Não sou homossexual, mas os defendo com unhas e dentes por um simples motivo: não vejo diferença entre eles e eu, ou qualquer outra pessoa. Ver a reação de certas pessoas, (ditas “normais”) ao pegar um guia gay e perguntar se “não tem um guia para pessoa normal?” me enoja! Minha vontade é de responder: não, não temos guia para idiotas preconceituosos como você! Mas como amo o meu emprego, só digo isso em pensamento…

Este fim de semana acontecerá a 16ª edição da Parada Gay em São Paulo com o tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!”. Assim como no carnaval as bundas ficam em ênfase, este feriado serão os gays. Gostaria muito que todo o investimento em termos educacionais que acontece durante este evento, acontecesse o ano todo. Não adianta desfilar junto, usar o arco-íris símbolo, achar tudo divertido e lindo durante a festa e no resto do ano menosprezar estas pessoas. Mais coerência, por favor!!!

Não peço para aceitarem a homossexualidade com a mesma naturalidade que eu, afinal como se diz “cada cabeça uma sentença”. Só peço para serem mais tolerantes, ou melhor, para agir com respeito! Afinal, “do pó viemos e ao pó retornaremos” e a purpurina brilha mais!😉

6 thoughts on “(In)tolerância

  1. Sempre fui radicalmente contra ensino religioso nas escolas, mas uma vez resolvi ficar e assistir a aula. A professora começou pedindo para fazermos uma oração e entre outras coisas ela pediu para orarmos na intenção de “curar os homossexuais” eu não reagi e assisti calado tudo aquilo. Hoje a minha atitude certamente seria outra. Isso aconteceu em um colégio estadual de Senador Firmino e não duvido que ainda aconteça.

    • Pois é, Ernando, quando eu estudava lá, me lembro muito bem de um colega ter sido dispensado das aulas porque não era católico… Que maravilha de ensino discriminatório, heim?!

  2. Na minha época também já era assim, ninguém era obrigado assistir as aulas de ensino religioso. Faz tanto tempo que o Brasil é um país laico, mas algumas pessoas continuam agindo como se o Brasil fosse teocrata e católico. Usar o dinheiro público pra fazer pregação de uma única religião é imoral. Quer fazer catequese? Ótimo, mas faça com o dinheiro dos fieis e não com dinheiro público

    • Concordo com você! Seria mais útil ensinar ética e humanidades para ver se colabora com a formação de pessoas realmente melhores e não hipócritas…

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