“A Dor de a delicia de ser o que é…”

Cada um sabe. Cada um tem a noção perfeita (ou em alguns casos, imperfeita) de ser quem se é, de andar nos próprios sapatos. E da mesma maneira, ninguém sabe o que é calçar os sapatos do outro.

Ultimamente tenho visto muitas pessoas (e não me excluo disso) tentando dizer ao outro o que fazer, como fazer, por onde fazer. Mas esquecemos de uma coisa simples: NÃO SOMOS o outro.

Eu sou eu, você é você…

A pessoa sabe onde “o calo aperta”. ELA SABE até onde pode ir, e as coisas que pode ou não fazer. O que tem ou não capacidade de suportar. A Empatia, o “colocar-se no lugar do outro” é bem relativo. Ainda que você se ponha na posição do outro, você vai enxergar a questão toda pela SUA perspectiva. Uma análise da ótica da SUA vivência, não a do outro.

Não quero dizer que não se deve tentar ajudar. Claro que se DEVE tentar, ao menos… Porque muitas vezes, apenas por estarmos levando uma nova perspectiva a uma situação, já é o que o outro precisava. PODE SER que ali o outro encontre a solução.

Refiro-me à coisa de se falar isso por uma necessidade de ser superior, do “faça isso, eu consegui vencer isso, você também consegue”. Sim, o outro deve conseguir, mesmo, mas não podemos dar um remédio feito pra nós pra outra pessoa. Não adianta dar um antibiótico pra quem tem dor de cabeça (metáfora fraca, eu sei, mas deu pra entender).

É quase uma empáfia, uma bazófia nossa querer que o outro trilhe os nossos passos. Ele tem o próprio caminho a seguir, e não é com os nossos pés ou nossos sapatos. Pode ser dolorido, pode ser tortuoso, pode ter obstáculos que já aprendemos a ultrapassar ou superar. Mas é só aí que temos como fazer algo pela pessoa. Explicar que aquele obstáculo não irá parar ela, pode demorar, mas ela tem capacidade de superar. Nós superamos. E ela também pode, afinal, somos todos humanos. Cada um tem suas limitações, mas limitações foram feitas pra serem superadas.

“Do as I say…” 

Podemos e devemos ajudar aqueles a quem amamos, e até mesmo aqueles a quem ainda não aprendemos a amar. Mas nossa ajuda não pode ferir o direito ou vontade ou necessidade do outro. Sejamos presentes, em qualquer necessidade… Mas que jamais sejamos tentados a forçar o outro a um caminho que nós fizemos. O outro tem seu próprio caminho. E deve seguir em frente, não importam os obstáculos.

Someday…

Assim como nós fizemos.

2 thoughts on ““A Dor de a delicia de ser o que é…”

  1. Não acho necessariamente que limitações servem para serem superadas. Muitas vezes podemos deixar de dar importância aos objetivos e não superar nada, apenas buscar outros caminhos e rumos. Vejo obstáculos como algo inevitável, mas, semrpe negativos porque eles, de certo modo, atrapalham a realização das coisas. Entretanto, o seu texto me chamou a atenção para esse aspecto de superar os obstáculos. Certament eeu vou relê-lo em outros momentos para ver que impressões eles me causarão dentro da minha experiência de vida:-)

  2. Pingback: A Oração da Gestalt | Trem dos 7

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