A banalização do first

Estava cá pensando com meus botões… é o meu primeiro texto nesse blog. Está (bem!) longe de ser o primeiro texto que escrevo, e longe de ser meu primeiro blog.
Não fui primeiro lugar em muitas coisas nessa vida (e não me importo com isso),e NUNCA comentei “First!” em um blog.
Na minha época, be the first em alguma coisa era bom! Significava que por esforço seu você atingiu o topo, vide a primeira ida à Lua, a primeira mulher aviadora, a primeira pessoa a atravessar o Canal da Mancha a nado…
E com o advento da internet/blogs/Facebook, ser o primeiro sofreu uma deturpação inenarrável! A pessoa vai lá, entra no blog,site,facebook ou qualquer coisa do tipo, lê (ou não) o que está sendo mostrado, e posta a inutilidade de um “FIRST!” na po**a do comentário. Podia postar alguma coisa útil, agregadora, criar uma discussão interessante, mas não! Prefere postar uma coisa que muda absolutamente nada!
Agora me respondam, o que um “firsteador de comentários” ganha?
Nada! Absolutamente nada! Não vai ganhar dinheiro por isso, não vai ser chamado pra estrelar uma propaganda da Coca-Cola ( nem das Casas Bahia), nem ser colírio da Capricho. Ele provavelmente receberá (como eu já vi muito por aí) um monte de difamações e xingamentos nos comentários abaixo do dele (se o leitor se importar em mais uma vez agregar absolutamente nada).
Se o cara gosta de ser humilhado publicamente e sente prazer nisso, tudo bem, bom pra ele. Mas se não curte, foi zuado de graça e tirado de otário! E a coisa piora se você analisar o perfil psicológico do “firsteador” e se o bobo que postou o ” postou no segundo comentário, mas enfim…
Normalmente esses caras costumam ser os “muleke zica pegador” da escola. Aqueles que sacaneiam professor, fazem da aula um inferno, e a vida de alguns tbm. Quando crescerem, farão alguma faculdade idiota e trabalharão no escritório do pai, ou terminarão a vida trabalhando no Mc Donalds. São eles que ouvem som sem fone de ouvido no ônibus e se acham os “Vida Loka”, enquanto andam de carro que o papai deu e nunca passaram dificuldade na vida. Resumindo, são os manés que enchem o saco!
Eu estudava com um menino assim, mas ele tinha uma vida dupla. Enquanto na escola ele era o pegador, com milhares de “fotinhas” de meninas no Orkut, na sua vida secreta ele era um dos fodões de uma guilda de um jogo que eu (AINDA) jogo, Maple Story. É um MMORPG todo fofinho, que quem joga Tibia e derivados costuma odiar.
Um dia fui procurá-lo na sala na sala de aula pra saber como eu poderia entrar pra guilda dele. Ele me puxou de canto e pediu baixinho pra eu não falar sobre aquilo com ele ali, no colégio, e me deu seu e-mail para conversarmos mais tarde. Quando questionei sobre o por quê dele esconder esse lado dele, ele me disse que isso atrapalhava com as garotas, com os amigos e que a popularidade dele ajudava muito na escola. Ou seja, ele usava uma máscara. Desenvolver o tema fica pra outro post.

Termino esse post concluindo (o óbvio) que hoje ser o primeiro não é tão bom quanto antes. Sempre vai ter alguém pra te zoar por isso, e provavelmente será um “muleke zica” (ou por alguém de outro time se você for corinthiano).

4 thoughts on “A banalização do first

  1. Eu diria “first”, só pra brincar, mas como eu não sei se sou (alguns blogs ocultam comments até que você confirme o seu) e como nunca fiz isso na vida, porque acho uma boçalidade sem tamanho, fica só um “bom texto, curti!”.

    Bom texto, curti! rs

    Beijos…

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