Viagens

“A vida é um livro, quem não viaja lê apenas uma página” Santo Agostinho

 

Gosto muito dessa citação, tanto que já a utilizei em epígrafe de TCC. Ela cita duas coisas eu amo muito: livro e viagem. Contradizendo o que eu aprendi na faculdade, para viajar não é preciso se deslocar, mas possuir um bom livro.

Durante minha infância e adolescência viajei muito nos livros, Barsas e revistas da Turma da Mônica, de adolescentes, de ciências, de super-heróis etc. Sempre gostei muito de me aventurar no desconhecido e ir a fundo. Por exemplo: quando fui estudar a Mesopotâmia me apaixonei pelos deuses, reis e história daquele local e pesquisei por todos os meios disponíveis naquela época (ainda não existia o Google na minha vida).

O mesmo aconteceu quando vi pela primeira vez Cavaleiros do Zodíaco que me despertou a curiosidade pela tal deusa Athena e me fez querer estudar todo o panteão grego. Adoro deuses e mitologias! Ainda hoje leio sobre Orixás e Kamis. Mas não é só de mitologias que se resume a minha biblioteca. Qualquer livro seja romance, ficção, mangá ou HQ me transporta para outro lugar, me faz viajar para um mundo paralelo e esquecer por uns instantes da realidade.

Ler sem dúvida é tudo de bom! Mas meu espírito aventureiro pede por mais. Viajar – agora sim falando do deslocamento físico para outro local – é algo que me completa. Não precisa ser para outro país, estado ou cidade, as vezes o simples fato e ir passear em um bairro desconhecido já me desperta o espírito. Entretanto, estou planejando um mochilão pela América do Sul nas férias. O Brasil é um país gigante e “bonito por natureza” com uma imensa diversidade cultural, mas quero sentir como é estar em outros países, com pessoas falando outra língua e me virar com o jeitinho brasileiro que sempre faz tudo dar certo. Quero ver como somos vistos pelos nossos vizinhos e me desprender por algumas semanas de tudo que vivi até agora. Acho que eu nunca irei me cansar da sensação de estar em um lugar diferente vendo pessoas diferentes e ficando na expectativa se o que eu irei encontrar serão a hospitalidade ou a hostilidade. Tudo isso faz parte!

Nunca vou me esquecer das palavras do meu amigo Gilsinho dizendo que nós dois somos “espíritos livres”. Ele está livre deste plano e acredito que ele esteja se divertindo com o Raulzito e eu ainda estou aqui, presa neste corpo, mas me esforçando para manter o meu espírito livre das coisas que deixam as pessoas presas e infelizes. Espero que mesmo quando eu não puder me deslocar ou ler, eu ainda tenha uma imaginação que me faça viajar e me transporte a lugares onde eu possa realmente ser livre e feliz.

 

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