PROIBIDO PRA MENORES DE 18 ANOS – Cinco Sentidos II*

O quarto era grande, com poucos móveis. Apenas a cama ocupava muito espaço, como tinha que ser. Ao fundo, uma música suave e convidativa fluía. O aroma suave das velas e a luz baixa. Os lençóis de seda eram tão confortáveis… E aquele suave amargor do whisky na língua, logo seria substituído por algo bem mais doce…

Ela surgiu em meio à penumbra…  Quanto mais se chegava à cama, mais claro se via… O corpo, pouco vestido, coberto apenas pela delicada lingerie. Os cabelos soltos, o olhar lânguido, o rosto suavemente maquiado, apenas para acentuar aquilo que já é belo. As curvas no jogo de esconde-e-mostra, mal cobertas pelo pequeno robe de seda, que adicionava seu farfalhar à música do ambiente. Quanto mais se aproximava, mais o perfume doce se intensificava.

O pequeno robe caiu, revelando ainda mais o corpo, com todas as suas curvas e contornos delicados. Ela ainda esperou, como se quisesse ser observada, desejada. Sabendo o quanto ele a queria.

Ele a observava, extasiado. Não era possível articular qualquer palavra naquele momento. Os olhares diziam tudo.

Se ajoelhou na cama, se aproximando dela… Os lábios quase se tocando. Os olhos não se desviavam. Suas mãos acariciaram os contornos do rosto dela, e o aroma dela não era produzido por nenhuma fábrica francesa de perfumes… Era o cheiro dela. Acariciou seus cabelos, em êxtase, enquanto a outra mão a puxava para si.

Os lábios se tocaram.

O beijo foi longo, demorado, molhado, como todo bom beijo deve ser.

O sabor era suave, doce.

Os olhos estavam fechados, as sensações eram mais intensas.

A música não importava naquele momento. Em fato, não era mais capaz de ouvir qualquer som. Apenas saboreava o momento. Só queria sentir o calor do seu corpo junto ao seu, aquela boca beijando seus lábios, nada mais importava.

Aos poucos, as roupas foram ocupando seu devido lugar no chão. A cama agora era um palco, numa peça estrelada por eles.

As mãos sentindo cada pequena parte do corpo dela, os olhos se deleitando com a visão de cada novo pedaço de pele descoberto. A língua descobria também novos sabores, e ele sentia novos e mais encantadores perfumes. O som era apenas o dos surdos gemidos que vez por outra, ela soltava.

“Eu quero você…”, ela disse, “… só pra mim…”

Os corpos então se enlaçaram. Nada mais importava, agora. O palco agora mostrava um espetáculo de sensualidade, furor e prazer.

Veio o extertor, para ambos. Juntos. Como deve ser.

Exaustos, se olhavam. Nos olhos.

Novamente, a música se fez ouvir. O aroma das velas lhes trazia tranqüilidade, nesse momento. Sentiam apenas a proximidade. Viam apenas os olhos um do outro. E vez por outra, as bocas se tocavam, em beijos curtos, suaves.

Até adormecerem.

E se perderem nos sonhos mais lindos…

 * A parte I foi publicada na minha antiga casa, o Talicoisa. Enjoy!

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