Andar, andar, corpo a enterrar

“A morte do vizinho nos ensina o caminho”… Provérbio popular horrível… Mas, verdadeiro. Na última quarta-feira de madrugada fui surpreendido via facebook com a notícia de morte de um amigo antigo… Um daqueles amigos que fizeram parte do passado. Daqueles que você se distancia por diversas razões alheias à vontade de estar próximo. Cada um segue um caminho; as pessoas vêm, vão, e voltam. Muitas vezes voltam virtualmente e a amizade é retomada, outras vezes voltam através de encontros ao acaso na rua ou no shopping. E somem…

… Reaparecem definitivamente pra marcar presença através de uma ausência eterna. Inesperadamente a tela do meu computador brilhou indicando mensagem. E lá estava o recado: Fulano de tal faleceu dia tal e será cremado ou enterrado dia tal. Que tal? Um choque daqueles tais que te fazem perder o ar e dar-se conta de que, como no outro provérbio: “para morrer basta estar vivo”.

E uma vez vivo, sabemos que “quem de moço não morre, de velho não escapa”. Porém, quando um moço morre parece que há algo errado na ordem natural das coisas. Fica no ar a impressão de que algo está inacabado… Uma vida adulta que não chegou à velhice, planos deixados por fazer, perguntas que não poderão ser respondidas, abraços, tapas, beijos que não mais serão dados.

Bom, estamos vivos, certo? “Antes assim que amortalhado”, até porque “hoje com saúde, amanhã no ataúde”.  Então agora chega de falar disso. Morre o assunto aqui e será enterrado com pá de cal.

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