Perder a linha é tão humano quanto errar

 Essa semana, alguns episódios interessantes ocorreram nas olimpíadas.  Um mais específico está relacionado à derrota e eliminação da judoca Rafaela Silva. Uma torcedora criticou a judoca via twitter dizendo “Passa anos se preparando pra ser eliminada por uma BURRICE dessas. Merece voltar nadando.” A judoca foi eliminada pós ter aplicado um golpe baixo na adversária. Em resposta ao comentário, a judoca, segundo alguns, “perde a linha” e diz exatamente o seguinte: “Vai se foder, sua filha da puta. Perdi sim, sou humana como todos, errei e sei que tenho capacidade de chegar e conquistar uma vaga para 2016”.

Aqueles que tiverem interesse em ler a matéria completa dentre um de vários sites, vai aqui o link: http://www.olaserragaucha.com.br/esportes/mundo/21954/Judoca-brasileira-perde-a-linha-e-xinga-seguidora-apos-eliminacao.html

A judoca “perdeu a linha”? Não. Não, mesmo. Foi a twitteira que deu linha. Deu linha para uma calorosa discussão sobre o que é simplesmente “ser humano”. Se todos erram e errar é humano; por que diabos a esportista não poderia ter errado?  Quem nunca errou que atire a primeira pedra!

Esse clichê de atirar pedras pode parecer uma justificativa para que façamos as coisas de maneira errada deliberadamente. Na verdade, tem mais a ver com aquelas ações que muitas vezes fazemos movidos por impulso. Ninguém vai a uma olimpíada representar um país desejando fracassar. Há os que vão pela farra da festa e do evento – o que é extremamente justo, pois, vai saber quando poderiam sair do país. Muitos deles não teriam condições de participar do evento se não conseguissem patrocínio.

Por outro lado, os atletas se expõem. E, claro; não colhem apenas louros. Podem colher desagradáveis desaforos quando não correspondem às expectativas que lhes são cobradas. E num emaranhado de linha solta…

… enroscam-se em discussões “bobas” nas redes sociais. O efeito provocativo é de deixar qualquer um de sangue quente. Ter o dedo (ou o mouse) apontado no nariz e ter de engolir um “errou por burrice”, não é fácil. E nem merecido, pois, o ser humano não é perfeito e erra.  E por mais que sejam “bobos” os motivos dessas discussões, certamente esses deslizes no controle emocional nos fazem lembrar de que somos humanos passíveis de erros, acertos, desequilíbrios, insensatez, sensatez.

Na visão de muitos, a judoca perdeu a linha. Porém,  pode perfeitamente enrolar o carretel, seguir em frente e estar mais forte pras próximas olimpíadas e, claro, não se enroscar na linha.

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