Mês do mimimi- Texto 1: Eleições

Como o título do post diz, esse é um post de mimimi. Na verdade, esse post dará início ao mês do mimimi.

O mês do mimimi consiste em nada mais, nada menos que reclamar do que todo mundo já reclama, mas do meu ponto de vista. Acredito que não é muito diferente do que a maioria (pensante) pensa, mas vamos lá.

Eleições… O que falar sobre?

Pedir pro povo votar consciente não adianta mais. Quem se preocupa (com o seu futuro, com o futuro do país, com os ônus e os bônus) já vota conscientemente (ou não vota, mas não pode reclamar depois…), e aqueles que deveriam saber sobre a consciência, a responsabilidade e a importância de um voto dão a mínima. Preferem ficar se enchendo de porcaria auditiva e televisiva, e tem a memória curta.

Mas o brasileiro tem memória curta. Bom, pelo menos a maioria. E é justamente essa maioria que faz o carinha (ou o senhor) ser eleito lá nas urnas. É que não pode (até onde me consta), mas seria interessante montar guarda na porta de um colégio eleitoral, e perguntar para pessoas aleatórias que estão saindo da votação em quem elas votaram (lembre-se de anotar. É uma parte muito importante do processo). Uns três meses depois, perguntar pra essas mesmas pessoas se elas lembram em quem elas votaram, e peça para a (a mamãe) pessoa citar o nome dos candidatos que eles votaram. Obviamente a maioria dessas pessoas não se lembrará dos nomes dos candidatos (em caso de prefeito, governador e presidente, se a pessoa não lembrar o nome, ela tem sérios problemas mentais), e se alguns anos depois você perguntar o que essa pessoa está a achar (odeio gerúndio) da atuação do candidato junto ao governo (levando em consideração que ela tem acompanhado a atuação e verificado se ele está a cumprir o prometido), ela não vai saber o que dizer! Ou no mínimo vai dar uma embromada. E os candidatos, que de bobos não tem nada, se aproveitam disso. Uma das maiores provas é o Collor. Cagou (corretor gramatical do Word, não me corrija!) federal na cabeça do brasileiro,  sumiu, se candidatou depois de anos, e foi eleito! Isso sem falar do Maluf, do Sarney e todos esses outros crápulas que sempre enchem o nosso saco no horário eleitoral gratuito, na tentativa de mamar (mais um pouquinho, no caso dos conhecidos) nas gordas tetas da puta chamada governo.

Eu assisti ao horário eleitoral gratuito por curiosidade, pra ver o que ia aparecer esse ano, ver planos de governo e todo aquele blábláblá, mas eu não aguentei assistir 10 minutos daquilo! Mais do mesmo. Mesmos discursos, mesma demagogia, mesma pieguice. Exceto por uma ou outra cara nova, mas que vende idéias velhas. Tá… as idéias são as mesmas porque é basicamente o que precisamos, eu sei, mas ainda assim. Muito se fala/falou, pouco se faz/fez. E porque isso acontece? Porque o povo não fiscaliza, não cuida. Vota porque é obrigatório, não fiscaliza, e depois reclama que o governo está uma merda, que o filho não tem vaga na creche, que a UBS tava fechada por falta de profissionais de saúde. É foda isso! Se as pessoas prestassem atenção, cobrassem, ficassem atrás, provavelmente as coisas seriam diferentes. Inclusive, eu acredito que se o voto não fosse obrigatório, a maioria do povo que vota por votar ficaria em casa curtindo um churrasco na laje e assistindo a programação dominical dos canais abertos! E isso seria melhor, pois apenas os conscientes do que estão fazendo, e que querem a melhoria da cidade/estado/ Estado votariam e, consequentemente, por terem memória, os calhordas que enchem nosso saco com a mesma ladainha cairiam fora e viveriam do que roubaram do governo. Na verdade, seria melhor se eles fossem obrigados a devolver para a população aquilo que foi roubado, correndo o risco de serem presos (prisão comum, foda-se que o cara é letrado e tem faculdade) ou até coisa pior (?). Minto. Na verdade, seria melhor se não tivessem roubado, mas isso é obvio.

Dia desses, eu estava indo trabalhar, e não pude deixar de prestar atenção na conversa entre duas mulheres no metrô sobre eleições. Lembro-me claramente das palavras de uma delas. “Não gosto de votar, mas sou obrigada. Por isso eu protesto votando em celebridades. Gosto de saber que tem um famoso lutando pela melhora da minha vida e dos meus filhos”.

Peraí… DESDE QUANDO VOTAR EM CELEBRIDADE (OU SUB) É FORMA DE PROTESTO?  Tá certo que existem aqueles que acabam promovendo alguma coisa, nem que seja a boca no trombone. Mas a maioria está ali pra SE promover, e tentar faturar algum. Diga-me, no que o Serginho do BBB (vulgo Orgastic qualquer coisa), Mulher Fruta (não sei qual delas agora, meu foco foi o horário político veiculado em São Paulo, visto que sou paulista e paulistana, e ela pleiteia uma vaga no Rio de Janeiro), Dinei e mais uma miríade vão fazer pra melhorar a cidade onde pleiteiam um cargo? Nada! Concorrem pelos motivos supracitados, e porque sabem que isso dá voto (votos esses gerados por fãs, e galera que quer zoar. Leia-se povo sem nada na cabeça). Protesto é sair às ruas, fazer passeata, anular as eleições porque os candidatos são uns bostas. Não votar em qualquer um, porque o cara é famoso. A atitude dessa pessoa não passa de uma babaquice infantilóide de um ser acéfalo!

Enfim, acho que se você chegou até aqui, você é um herói (visto que as pessoas não lêem textos muito grandes e sem imagens), e existe mais uma infinidade de coisas envolvendo política que me fariam reclamar aqui por horas, mas vou deixar pra outro momento.

Vou finalizar o texto indo contra o que eu disse no comecinho, e pedindo conscientização. Voto não é brinquedo. Não vote porque um candidato é famoso, ou porque ele te deu uma cesta básica (eles ainda dão dentaduras?). Se um candidato te interessou, vá saber sobre o plano de governo, procure o curriculum vitae do cara, veja se ele é íntegro. Votou? Fique atrás, veja se ele está cumprindo com o prometido. Você pode até se achar o único a fazer isso, mas existem outras várias pessoas fazendo isso também. E como na matemática, se você soma, tem resultado. O importante é fazer a sua parte. Se cada um fizer, logo um vira 10, que vira 100, que vira 1000, que vira resultado e promessa de governo cumprida. Se você não está afim de votar, e vai votar em qualquer um por obrigação, peço encarecidamente que deixe seu título em casa, vá fazer um churrasco (ou o que você quiser) e aproveite seu domingo. Depois você passa no cartório eleitoral, paga 3 reais e pronto.

Peço também que além da conscientização do voto, as pessoas tenham sempre consigo uma revistinha de lógica, sudoku, palavras cruzadas, enfim, jogo de raciocínio, pois foi comprovado que a prática diária de atividades que estimulam o cérebro auxilia na melhora da memória (e diminuem a chance de ter Alzheimer na velhice), além de serem muito divertidos. E se a memória melhora, a eleição melhora também.

Bom, gente… é isso.

Consciência, memória, e até a semana que vem.

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