Causos do interior

Timóteo era um menino muito da pá virada. Era estudioso, mas peralta que ele só. Não tinha um dia que sua mãe não saía arrancando os grampo do cabelo, de tanto que esse menino tirava ela do sério.
Era o menino mais novo de uma família de 7 filhos, sendo 3 homens e 4 mulheres. Gostava de aprontar com os animais do sítio onde moravam. Sua principal diversão era amarrar cordinha nos pintinhos, e sair passeando com eles pelo cercadinho, tocando como se tivesse tocando boiada, e falando “vam’ boizinho…. boizinho”. Os pinto morria tudo. Dava uma dó danada!

Um dia, brincando de correr pelo sítio, esse menino correu tanto, mas tanto, que só parou de correr 3 sítios depois do dele! Quando dona Ermelinda, sua mãe, deu por sua falta, recrutou os homens tudo pra procurar por ele. Levaram uma noite procurando o menino. Ela ficou uma arara quando Seu Chico voltou pro sítio, trazendo Timóteo pelo colarinho, todo sujo de terra e ca roupa rasgada. O que esse menino apanhou na bunda não tá escrito! Mas ele não parou por aí não.

Como a família é católica, a mãe levava as menina na missa, e os menino ficavam com a Dona Guaraci, uma senhorinha muito boazinha, mas meio cegueta, sabe?. Ela não percebeu que Timóteo tinha escapulido de suas vista (coisa que não era muito difícil), e foi brincar no sereno. Foi aí que ele viu sua mãe e suas irmãs voltando da missa. Ah, mas Timóteo não teve dúvida! Se escondeu atrás da moita e esperou elas passarem. Quando elas passaram, distraídas, ele pulou da moita e gritou “Calma aí, mulherada!”.  Foi um corre-corre tão grande, cada uma foi prum lado, mas a Dona Ermelinda olhou pra trás, e viu o filho rolando no chão de tanto rir.
Mais eriçada que cauda de pavão, ela pegou ele pela orelha e levou ele pra casa aos trancos. Dessa vez ela viu bater na bunda e ajoelhar no milho não ia adiantar. Então ela não hesitou. Pegou o menino, fez uma malinha e foi pra rodoviária. Pegou o dinheiro todo amarfanhado da bolsinha, e comprou uma passagem ida e volta pra Aparecida do Norte. Botou o menino dentro do ônibus, e mandou que ele só abrir a boca quando estivesse de volta. Ele foi o trajeto todo quieto e rezando. Nunca rezou tanto na vida, tadinho.

Mas também, quando voltou, não aprontou umazinha sequer.

 

 

*sim, o texto foi propositadamente escrito com alguns erros de português e concordância*

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