Rammstein e a Arte

Muitas vezes me pego pensando sobre o que é Arte. O conceito já está a muito perdido. Depois que um cara pegou 3 quadrados de cores diferentes, disse que aquilo era sua visão da diferença entre os mundos e foi chamado de gênio, a conceituação toda ficou subvertida. Hoje em dia, qualquer um faz qualquer merda, diz que é Arte, e sempre tem um pseudo intelectual dizendo que esta é a nova visão de mundo que devemos ter.

Aí me pego pensando sobre os grandes pensadores e artistas que o mundo desenvolveu durante todos os séculos. Desde Fídias, na Grécia Antiga, desde a Vênus de Milo, desde Leonardo da Vinci e as outras tartarugas ninja (Donatello, Raphael e Michelangelo). Desde Mozart, Chopin, Wagner, Beethoven, Liszt, Tchaikovsky. Desde Shakespeare, Brecht. Desde Dante Alighieri.

Arte é sempre foi uma coisa subjetiva. Sim, sempre uma “visão de mundo”. Mas nos tempos antigos, a Arte era a busca pela beleza, pela perfeição. Obviamente, dentro daquilo que era considerado como belo ou perfeito. Em especial, o conceito de beleza sempre variou com o tempo.  Mas ainda assim, era clara a busca por aquilo que seria o ideal.

Com o tempo, a humanidade foi percebendo que o ideal era inatingível. Que ninguém é perfeito. E por isso mesmo, tais obras se tornaram especiais, porque retratavam algo que o homem busca sempre, mas jamais encontra.

Se não estiver claro ainda, que fique agora, que esta é apenas a opinião deste que vos escreve.

No frigir dos ovos, a Arte hoje se tornou algo feito para chocar, algo para mexer com seus sentidos, ofender ou aliviar, ou até anestesiar. Arte virou comércio. Ou sempre foi, e eu apenas considerei a coisa com um romantismo a muito desaparecido.

Tudo isso, pra falar sobre esta banda que admiro há anos. Não apenas pela qualidade musical (que pra mim é altíssima), mas pelo nível de qualidade artística que eles trazem não apenas em seus vídeos, mas em seus shows e apresentações.

O Rammstein se formou na Alemanha Oriental por volta de 1993. Inicialmente, faziam Metal Industrial, mas o estilo foi mudando, e hoje se aproxima mais do Metal Clássico. Claro, sempre com alguns toques de música eletrônica, mas hoje não é mais tão “dançante” como era antes.

Seus vídeos, em especial, são, ao menos para mim, obras de arte incríveis. A forma como os assuntos são tocados, aspectos da fotografia, figurino, etc. Não sei exatamente como isso é feito por eles ou pelos diretores que são contratados, mas se nota sempre uma preocupação estética FORTE da parte deles. E a qualidade se mantém, desde o início.

Um dos últimos lançamentos foi o clipe da música Mein Herz Brennt (Meu coração queima).

Essa é uma versão ao piano, apenas com o vocalista Till Lindemann cantando e interpretando (mesmo) a canção. Aconselho severamente procurar a tradução da música. Se estiver com preguiça, clique AQUI.

E se isso tocar você, procure por eles no Youtube.

Garanto uma boa diversão. Nem sempre agradável, dado que eles tem uma preferência por temáticas um tanto quanto… Obscuras. Mas vale a pena.

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