The World needs a hero

Ultimamente, isso tem passado demais pela minha cabeça. E sinceramente, ainda mais hoje, próximo do Natal e do fim do mundo, me fez pensar ainda mais.

Muito se tem reclamado da paixão que os adolescentes tem devotado ao Harry Potter, e à outros heróis da ficção. Porque seria isso?

Depois de muito pensar, e como sei que normalmente, às pessoas tem a tendência a entender erradamente o que eu proponho, já deixo claro… Isto é apenas uma hipótese pessoal, apenas uma idéia própria. Sim aceito argumentação, aceito discussão. Só não vou aceitar pessoas que, inadvertidamente, tentem me atacar sem uma base para a discussão.

Enfim…

Desde o Século XVIII, quando do surgimento do Iluminismo, do Niilismo e de seu principal representante, Friedrich Nietzsche  iniciou-se uma “moda” de Ateísmo.

Qualquer ateu dirá que “Deus é apenas uma ilusão”, ou cairão no lugar-comum de dizer, como o próprio Nietzsche disse, que “Deus está morto”.

Veja bem, não digo que qualquer pessoa seja obrigada a ter uma crença em uma força maior, em um Deus, ou o que quer que seja. Cada um tem o direito inalienável de crer no que bem entender, no que bem quiser. Por mim, se a pessoa quiser ser até mesmo satanista, ela tem todo esse direito.

Não estou querendo atacar ninguém, porém, algo que não é previsto por essas pessoas, acontece, e está acontecendo, e esse é o tema deste post.

Desde que Nietzsche surgiu com a ideia da não-existência de Deus, várias pessoas tiveram “coragem” pra dizer que também não criam em algo como um Criador, ou uma força universal, ou o que quer que fosse. Da mesma maneira, sempre ouve religiões ateístas, como o Budismo. E só lembrando, aos que dizem que a religião causou mais mortes que qualquer outra coisa, hoje, na China, se discute a libertação do Tibet, e os religiosos é que foram massacrados ali, sem que a religião tivesse qualquer coisa a ver com a discussão… Bem, não vamos entrar nessa questão.

Volto a dizer: as pessoas tem o direito de não crer. Porém, ainda mais com o surgimento, no século XX de Jean Paul Sartre e o pensamento existencialista, aí sim, as pessoas começaram a deixar de realmente crer em qualquer coisa. Não podemos deixar de falar também da força que a religião católica e o protestantismo exerceram para que apenas elas próprias fossem as “únicas”, ou melhor dizendo, “os únicos meios de salvação”.

Temos dentro do mundo ocidental 3 grandes religiões, à saber: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo (em ordem cronológica de surgimento). O Cristianismo lutou contra ambas, e só se pode dizer que ninguém ganhou: o Judaísmo continua existindo até hoje, e o Islamismo se torna cada vez mais forte, enquanto a Igreja Católica perde adeptos, seja para as outras duas grandes, seja para o Protestantismo, seja para as religiões orientais, que com a globalização, se expandem cada vez mais, e se tornam um caminho para quem as segue. Enfim.

Nietzsche dizia: “Deus está morto”.

Sartre dizia: “A existência precede a essência.”

Claro, nenhum dos dois era nenhum idiota. Ambos tinham suas razões para assim professar. Ambos tinham base científica e ideológica para propor tal coisa.

Porém, o que era pra ser apenas uma proposição filosófica, passou a ser “moda”.

Hoje em dia, não é difícil encontrar qualquer pseudo-intelectual declarando aos quatro ventos ser ateísta. Há até um certo cientista inglês, chamado Richard Dawkins, que lança livros atrás de livros, pra dizer que Deus realmente não existe, que somos governados pelos nossos genes e que as pessoas que seguem qualquer religião são, no mínimo, um bando de idiotas.

Claro, todos tem o direito de exercer qual for a sua opinião, e até de tentar convencer outros.

Porém, como numa das leis da física, TODA AÇÃO TEM UMA REAÇÃO.

Todo esse “blá-blá-blá”, trouxe um problema.

As pessoas não enxergam mais os líderes, os mártires, uma vez que “religião é para fracos”. E ninguém gosta de admitir sua fraqueza.

Só que as pessoas perderam, com isso, a ideia do mito, do HERÓI.

As pessoas não têm mais um EXEMPLO a seguir.

Não existe Deus? Então é inútil também a concepção (ideológica) de Jesus, de Moisés ou Maomé. Ou de quaisquer outros profetas. Krishna também cai. Só Buda permaneceria, pois sua filosofia não é ligada a uma divindade. O Homem seria a própria divindade.

Voltando ao ponto, Harry Potter e outros passam a ser símbolos pra juventude que não sabe pra onde seguir. Que não tem mais valores. Não tem mais ideia de pra onde vai. Que não tem mais exemplos a seguir.

Claro, alguns revoltadinhos pseudo-intelectuais dirão que eu estou sendo pragmático, ou simplista demais.

Mas a juventude REALMENTE não tem mais base, apoio, ou exemplo.

Não tem.

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Sing it again, Gene…

 

“A world without heroes Is like a world without sun You can’t look up to anyoneWithout heroes And a world without heroes Is like a never ending race Is like a time without a place A pointless thing devoid of grace Where you don’t know what you’re after Or if something’s after you And you don’t know why you don’t knowIn a world without heroes In a world without dreams Things are no more than they seem And a world without heroes Is like a bird without wings Or a bell that never rings Just a sad and useless thing Where you don’t know what you’re after Or if something’s after you And you don’t know why you don’t know In a world without heroes There’s nothing to be It’s no place for me”

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