O Negão- Parte I

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Primeiro dia na Universidade. Dezoito anos, pouca experiência de vida, e nada a oferecer senão uma malícia certeira, um corpo semi-escultural e cabelos bem cacheados.

Curso de Administração de Empresas, de uma universidade particular, lotada de interioranos, bolsistas pobres e eu! Que estava lá justamente porque não sabia que curso fazer, já tinha passado por duas universidades e a família já estava cobrando…

Os professores universitários num primeiro momento (talvez para forçar uma interação que depois deverá ser contida) costumam sugerir que o grupo todo se apresente, com detalhes como: nome, profissão, hobby, idade e afins. Na verdade isso, me parece uma forma de “quebrar o gelo”, sei lá.

E eu fiz a minha parte: “Meu nome é Eva, tenho dezoito anos, sou professora de dança, moro sozinha e escolhi fazer o curso justamente por não ter idéia do que mais posso fazer !” -Rolou um silenciozinho e de repente a galera começou a rir, pronto! Virei da galera…

Gente feia na sala, ninguém de interessante, apareceu um rapaz! Coisa linda… Brilhou meus olhos, baiano, deveria ter coisa de um metro e oitenta, forte, muito forte, pele negra, cabelo raspado, mãos grandes, muito grandes… O nome? Alfeu, mas o rapaz gostava que o chamassem de Feu! O rapaz era interessante, tinha uma estória de vida maneira, passou por muitas coisas, emprego humilde, morava sozinho, insisto, baiano! Brincou que se as meninas da sala quisessem conhecer o apartamento, era preciso pegar senha… Hmmmm…

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Tá aí! O safado mexeu com a minha libido! Já fiquei imaginando como seria o tal do apartamento, era perto da faculdade, disso eu sabia. Mas imaginei coisas estranhas para aquela época… Mãos grandes, braços compridos… Imaginava aquelas mãos cobrindo meus seios, puxando meus cabelos e aqueles braços me enlaçando feito duas serpentes…

Poético, mas traduzindo ao meu vocabulário, o que eu queria mesmo era “dar praquele negão”! Coisa estranha, mas naquela época, pensamento meu, era lei e tinha que acontecer, sendo assim, esperei pelo dia em que realmente aconteceu.

Coisa de faculdade, todo mundo enche a cara de bebidas baratas, na minha era maria-mole! Delícia! E ainda de quebra rolava um vinhozinho barato no boteco da frente. O negão estava sempre lá, grande como sempre, grande Feu! Numa dessas, acabou rolando de eu tomar cinco marias-moles, perder a hora de voltar pra casa e acabar indo parar no tal apartamento.

Lugar simples, sem nada de toques femininos, tudo meio acinzentado, latas vazias de cerveja espalhadas pela cozinha. Lembro que nesse dia, não me atentei muito aos detalhes, estava tão bêbada… Mas uma coisa que eu nunca esqueço, foi o cheiro de macho que senti naquele lugar… Minha nossa! Só de lembrar, me arrepia, era um cheiro meio animal, que delícia, o cara me passava uma idéia tão sexual, que molhava a boca, a calcinha e até a palma das mãos.

Uma coisa é fato! Muito bom, é sentir cheiro de sexo em alguém e perceber que esse alguém também sentiu em você. Vai por mim mulherada, não tem igual!

Depois de uma conversa besta, sobre o apê, Feu me deu um abraço por trás, e me disse, tão simples e tão forte como ele mesmo: “Vem cá neguinha, deixa eu te dar um cheiro.” Negão que falava mansinho, me desmontou inteira! Colocou a mão por baixo da minha blusa, e até mesmo os meus seios que sempre foram fartos, ficaram coberto por aquela mão tão grande… Rapaz de toque forte aquele!  E ao mesmo tempo sensível… Como explicar?

O danado sabia certinho, os meus pontos de prazer. Parecia que tinha feito sexo comigo durante a vida toda, e cá pra nós, teria sido ótimo! O negão resolvia fazer carinho com a boca, com os dedos, e só de encostar o peito forte e quente dele em mim, já me fazia delirar. Tirou o sutiã, é claro, com uma mão só, e tirou a calcinha com a outra. Brincava com o piercing do meu mamilo, á ponto de me fazer ouvir o barulhinho do piercing batendo em seus dentes. Sensacional!

Tudo no cara era bom, dono de um ritmo estonteante, nada de ficar horas e horas parado em algum lugar, e uma penetração que parecia uma dança, perfeito!  Poucos homens possuem esse dom! E esse na verdade, dava até aula.

 O resultado foi que eu me estatelei de tanto dar pra esse negão, mexeu com meus instintos logo no primeiro dia!

Resumindo, esse foi o primeiro negão, que digamos… Eu peguei! Baiano então… Acabou comigo, me tirou do rumo e me fez querer muitas outras vezes! Chegava na aula até cansada por ter passado no apê dele antes! E o restante da sala demorou meses até descolar que a gente se pegava. Coisa fina esse rapaz… Tenho quase certeza que esse foi o meu primeiro P.A (Pinto amigo, vejam meus textos anteriores), e só paramos por que acabou rolando uma super amizade, além das atividades acadêmicas tomarem um pouco mais de nossa atenção.

Terminamos a faculdade e nunca mais o vi, deve ter casado, ou coisa parecida, mas esse um ganhou o respeito da minha memória de sem-vergonhice.

Pegar um negão é tudo de bom, esse era cheiroso, forte, delicado, safado e tinha cheiro de sem-vergonhice pra dar e vender. Sei que tem mulher que não gosta, mas tem uma galera aí, que se ferve só de ver um negão passando. Eu tô no meio, nada melhor do que um negão astuto pra te deixar sem jeito!

É isso aí galera! Amanhã trato de falar de outro negão que me deixou sem rumo, dessa vez depois de velha!

Experimentem!

 

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