Die wahre Stärke

Existe uma frase que corre pelo Facebook, que diz: “Depressão, Ansiedade e Ataques de Pânico não são sinais de fraqueza. Eles são sinais de ter tentado manter-se forte de forma demasiado longa.”

As pessoas em geral, que não sofrem desses males, tendem a enxergar tais coisas como fraqueza, ou como falta de fé.

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“Onde está o Senhor?”

E tentar explicar coisas de tal natureza, é extremamente complicado. Não por uma questão de vocabulário, mas porque são coisas de vivência extremamente íntima de cada um. A depressão não ocorre simplesmente porque você está triste, e pela última vez, não tem nada a ver com tristeza: depressão se traduz em apatia, em falta de prazer. Nas coisas mais básicas da vida, como nas mais sutis, nada lhe traz prazer, nada lhe traz vontade, nada desperta sua vontade pra fazer o que quer que seja. Depressão é uma condição extremamente dolorosa: porque via de regra, a pessoa deprimida SABE que está. SABE que algo está errado, no mínimo. Exatamente porque a vida “perde a cor”. Nada faz você “despertar”, pra fazer algo que lhe trazia prazer. Num exemplo bobo, é como você adorar sorvete de pistache, e em um dado momento, nem uma montanha de sorvete de pistache lhe trazer nem ao menos um sorriso ao rosto. Depressão não é tristeza; em verdade, é a ausência de qualquer sentimento. Nada faz diferença.

apatia

“E daí? Não faz diferença…”

A pessoa que sofre de tal transtorno não chegou a esse ponto porque quis. Ela buscou, em verdade, se fechar as situações que não lhe traziam prazer. Ou que lhe traziam sofrimento. E por um tempo, isso funcionou. Mas, em um dado momento, o medo e a vontade de afastar tal sofrimento, começou a lhe causar ansiedade.

E para evitar a ansiedade, ele se fecha ainda mais. Evita ainda mais situações. Evita ainda mais pessoas. Ainda mais lugares. Ainda mais vida.

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Se fechando, sentindo o peso…

E a força despendida no processo é ENORME. Até aqui, a pessoa em questão deixou de sofrer, mas deixou de obter uma sem conta de prazeres, pequenos ou grandes, que a vida pode proporcionar. Ela começa a se desconectar do que a vida realmente é. Porque sim, não sejamos infantis, o mundo não é cor de rosa; mas tampouco é cinza. Existe dor, sim. Mas existe prazer. Existe ódio, mas existe amor. Existem trevas, mas também existe a luz. E qual você aceita dentro do seu coração, ou que mantém fora dele, é o que faz a diferença.

Mas essa pessoa, nesse momento, não sente prazer, tampouco dor. Ela só sente algo que ela sabe ser uma zona, não de conforto, mas de “não-sofrimento”.

Até mesmo, porque não há NADA de confortável nesse “lugar”. É uma luta diária, em evitamento de situações, pessoas. Muitas e muitas vezes, o contato com essas coisas nem traz tanto sofrimento. Mas nessa mente que vê as coisas de uma forma distorcida (lembremos: a pessoa não sente, ou não quer sentir, e teme sentir), o sofrimento deve ser evitado de qualquer forma, sob qualquer ótica, sob qualquer pretexto.

E num dado momento, a pressão interna pelo “não-sofrimento” é tão grande, que eclode nos ataques de pânico, onde até mesmo a mera POSSIBILIDADE de encarar esta ou aquela situação, já lhe coloca em pânico. E é um medo real, embora baseado em uma situação hipotética, que via de regra, não é real.

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Somehow, feels like that, inside…

E sim, essa pessoa fez MUITA força. Houve mesmo MUITO sofrimento envolvido. Essa pessoa deixou de fazer aquilo que lhe traz prazer, pra evitar a situação de desconforto, de desprazer, de sofrimento.

Deixou de lado a convivência com as pessoas que ama, e que fazem bem à sua alma. Deixou de lado os lugares em que sentia prazer em estar. Deixou de lado as possibilidades de novas sensações, de novas descobertas, de novos prazeres. Deixou de lado o prazer, pra evitar o desprazer.

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E voltamos à raiz: a depressão, onde ele não sente nada. E que não oferece perigo.

E aí existe um círculo vicioso estabelecido. Uma coisa leva a outra. E a outra alimenta a uma.

Alguns confundem esse tipo de comportamento com a Iluminação espiritual. E ambas nada tem a ver uma com a outra.

Num caso de real iluminação, a pessoa não faz isso por medo do sofrimento. Mas por prazer em assim ser.

Claro, uma pessoa pode estar tentando o caminho da iluminação, e se deparar com essa situação. Mas cabe a ela o discernimento para notar que ali é um ponto que ela não pode cruzar. É um limite próprio. É até onde ela pode ir. Não porque seja fraca: simplesmente, porque ultrapassar tal ponto desencadeia um processo de despersonalização. A pessoa deixa de ser ela mesma. Não por um hábito diferente: a sua raiz, o cerne do seu ser deixa de existir. E nenhuma construção se mantém sem sua base.

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É buscar a luz, mas se manter nas trevas. E a linha (em verdade gigantesca) tênue do horizonte separa as duas coisas.

A luta para deixar esse círculo é extremamente dura, e fatigante. Ao mesmo tempo em que a pessoa precisa se “internalizar” ao máximo (buscando dentro de si aquilo que necessita), também sente uma necessidade incomensurável de buscar o externo, por apoio. É uma luta contra si mesmo; é como esmurrar a própria mão. Mas o lado de dentro precisa superar o lado de fora.

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É a luta contra as sombras que você mesmo criou…

Aceitar-se, perdoar-se, dar-se paz: esse é o caminho. Pra alguns, pode ser a coisa mais razoável e simples do mundo. Para outros, é uma das torturas mais excruciantes possíveis.

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Mas o resultado é grandioso…

Apenas porque cada um enxerga a si e ao mundo do seu jeito. E os pontos conflitantes vão ser diferentes, para um e para outro.

Como se diz no popular, “Cada um é cada um”.

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