Primeira vez… Pela segunda vez!

Boas, meus queridos e queridas!!!

Estou aqui pra falar também de literatura, não apenas de cinema. (Ui! O cara é multimeios!)

Então, hoje será meu primeiro post sobre um livro. E não é nada que decepciona e me obriga a usar meu vocabulário mais chulo, já que eu fico puto da vida quando o filme tem tudo pra ser foda e caga federal…

Pensa num livro que TEM que virar filme (não me contive, vou meter cinema na parada). Um longa-metragem, com a pompa e circunstância de um “Tropa de Elite 2” encontra “O Pacto”, ou “Eu Sou O Número Quatro”.
Imagine uma estória bem narrada, que se posiciona dentro do pensamento do próprio leitor, faz ele “participar” da trajetória. É uma experiência (É isso! Não é apenas leitura, é uma experiência!) de imersão no universo do livro que vale a pena loucamente!

Enfim…

É um livro de talvez-super-herói. “Talvez”, porque ele não é um cara com as motivações anti-heróicas do Batman, nem com os dilemas heróico-puritano-extra-terrestres do homem de aço.
Tem um “sidekick” bem humano, que, além de não saltar de telhado em telhado por aí o acompanhando, ainda comete erros, dá esporro, fica puto… E isso é ótimo! Ele assume uma função muito bem definida na dupla e é fácil de gostar.

As descrições das paisagens urbanas de São Paulo, (da minha amada, idolatrada, salve-salve megalópole!) e das sensações que causam no personagem principal têm um colorido vivo, te fazem “estar lá” com ele. E não só as urbanas. Nunca estive em Camanducaia, mas o autor conseguiu me levar até lá. Né brinquedo não…

E o vilão? Ah, o vilão… Esse eu não descrevo. Deixo pra você, que vai ler, degustar. Achei uma das melhores coisas do livro, o vilão. É alguém (?) que dá gosto combater e derrotar!

Belo trabalho gráfico, tanto dentro quanto fora. Impecável!

Belo trabalho gráfico, tanto dentro quanto fora. Impecável!

Na pegada de saber mais e de publicar alguma coisa especial para vocês, os/as meus/minhas leitores/as, fiz uma pequena entrevista com o escritor, que é meu amigo pessoal desde de um tempo que se pode chamar de infância, mesmo não sendo.

Tive que escolher entre várias perguntas, das mais loucas às mais banais. Mas aqui estão:

LOSCHIAVO – Como surgiu a idéia para “O Cidadão [In]Comum”?

PEDRO IVO – Não sei bem como. Acho que a história já estava dentro de mim há muito tempo, ainda quando moleque. Sempre me imaginei com superpoderes. Só que isso não foi diminuindo com o passar do tempo. Piorou. Daí me vi adulto e tendo os pensamentos de um moleque. Ou contava logo essa história, ou ela ia me impedir de crescer.

Na verdade, tudo o que exploro com o livro é: O que eu faria se ganhasse superpoderes? Como o mundo que nós conhecemos reagiria a alguém assim? Nos campos político, social, econômico… E quem seriam os vilões? Outro desejo que me impulsionou foi o de criar uma história de super-herói para um público mais esperto. Detesto ler um gibi e me sentir subestimado. É raro eu me surpreender com este tipo de enredo. Em suma: Escrevi a história que eu gostaria de ler.
Na infância, eu via He-Man e Thundercats e ficava maravilhado com as mensagens, hoje um pouco piegas, que passavam. Desde então, sempre tive heróis me ajudando a resolver os problemas da vida.  E isso funciona de verdade! Uma vez, quando eu tinha uns oito, nove anos, perguntei a minha mãe se Gotham City era de verdade, e onde ficava. Ao invés de me dar a resposta pronta, ela me levou a biblioteca e colocou o mapa mundi na minha frente. E lá, no mesmo dia, vi pela primeira vez um gibi. Daí, tive certeza: Era disso que eu queria falar.

LOSCHIAVO – E o nome? Porquê “O Cidadão [In]Comum”?

PEDRO IVO – Caliel (o protagonista) é um cara comum em todos os aspectos. Tem todas, absolutamente todas as dúvidas e medos que um cidadão comum tem. Mas, aí, ele descobre do que ele é capaz e tem a chance de se superar, de se conhecer… Isso acontece com qualquer pessoa que descobre um dom e um propósito de vida. Se torna incomum.

LOSCHIAVO – O livro tem cara de filme, série. Tem até trailer online. É esse o intuito? Existe algum plano de colocar na telona?

PEDRO IVO – Plano sempre tem. Como o meu trabalho é meio multimídia (quadrinhos, roteiros, literatura, interpretação), acho que é natural que eu escreva já pensando nesses formatos. Mas não há nada de concreto sobre isso ainda.🙂

LOSCHIAVO – E, falando em filme, o livro tem um final tenso, muitas coisas ficam “no ar”. Tem sequência? Quantas?

PEDRO IVO – Ele foi escrito, inicialmente, para ser uma trilogia. Mas já tem material pra muito mais. Acabei abrindo todo um universo de possibilidades ali.  Aí voltamos à questão dos formatos. Vão sair umas hq´s narrando histórias paralelas sob o ponto de vista de outros personagens da trama. Surprises!

LOSCHIAVO – Entendo. E, já que “esbarramos” no assunto da expansão para outras mídias e formatos, vi também que há um RPG do livro. Há outros produtos? Estamos olhando para um “George Lucas tupiniquim”?¹

PEDRO IVO – Hahahahaha! Quem dera. Bom, apesar do teor filosófico/político, o OCI tem bastante ação. Como já joguei RPG, imaginei que daria pano pra manga. Daí, chamei um especialista no assunto, Maurício Osca, e estamos trabalhando nisso. Vamos fazer algumas reuniões, testar o formato antes de ir pras cabeças. Mas tá ficando bem legal!

LOSCHIAVO – Existem vários elementos que lembram a série “Arquivo X”. Há alguma inspiração vinda da série? Quais as outras fontes inspiradoras da trama?

PEDRO IVO – Tomei cuidado com isso. Amo Arquivo X, mas não vi nem a metade dos episódios.  Aliás, venho consumido séries há poucos anos. Três, no máximo. Mas vejo muitos documentários sobre conspiração, casos paranormais, Zeitgeist e afins… Saíram deles minhas principais motivações.
Não sou alguém pirado em conspiração, não tenho opinião formada sobre o que acontece de estranho no mundo. Mas acredito que nossa realidade atual é pautada na mentira, e as intenções das pessoas que governam o mundo não são claras, nem justas. É pra isso que Caliel existe. Para falar sobre isso. Sobre o que você está fazendo da sua vida, sobre lutar contra os medos que a sociedade instala na sua cabeça e trazer a luz todas aquelas pequeninas informações que nos incomodam, que não queremos tratar. Nem que ele morra pra isso. (Oh!)

LOSCHIAVO – Em todo processo de criação e produção, existem coisas curiosas, divertidas, estranhas no percurso. Um livro que tem até trailer já deve ter suas histórias pra contar fora das páginas. Que “curiosidades de produção” você tem pra nós?

PEDRO IVO – As coisas que aconteceram com Caliel, alguns fatos da vida pessoal dele, aconteceram comigo DEPOIS que escrevi. O lugar onde ele foi morar, por exemplo. Não posso falar mais que isso. Outra coisa bem interessante: No meio do processo, eu fazia alguns testes. “Convenci” alguns amigos de que eu podia voar só para ver qual reação eles teriam. E detalhava tudo. As sensações, as vertigens, o cheiro que fica no corpo. Claro, nunca voei na frente deles, mas consegui pescar reações que no livro ficaram excelentes.

Muito obrigado, Pedro Ivo, por ajudar a enriquecer a esta publicação!

Está recomendadíssimo o livro “O Cidadão [In]Comum, de Pedro Ivo, sobre um super(?) anti(?) herói, brasileiríssimo, pra ninguém botar defeito! Quero muito o sucesso dessa série, porque merece. De verdade!

Devidamente autografado no dia do pré-lançamento.

Devidamente autografado no dia do pré-lançamento.

Boa leitura e até a segunda-feira que vem!

O Cidadão [In]Comum
Autor – Pedro Ivo
Ed. Livre Expressão (2012)
174 págs

À venda:
http://www.livrarianobel.net.br
http://www.livrariacultura.com.br
http://www.comix.com.br

One thought on “Primeira vez… Pela segunda vez!

  1. ¹George Lucas, criador da saga cinematográfica “Star Wars”, foi recusado por todos os estúdios de Hollywood. Então ele fez um acordo com a 20th Century Fox, abrindo mão do seu cachê de diretor. Em troca, ele receberia 40% da bilheteria e todos os direitos sobre produtos e merchandising. Ao longo dos anos, foram lançados milhares de produtos ligados à “marca” “Star Wars”. Desde camisetas e álbuns de figurinhas até uma linha esportiva e casual da Adidas… George Lucas acabou tornando-se um dos grandes magnatas do cinema norte-americano.
    A recusa não é o caso do autor de O Cidadão [In]Comum, já que este se encontra à venda nas livrarias Cultura, Nobel, da Vila e Comix e a sua versão e-book será lançada em março. Nossa referência aqui é à estratégia relacionada ao merchandising.

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