Então é outono…

Já dizia a queridíssima Amélie Nothomb que “Sem a grandiloquência dos ritos não teríamos força para coisa alguma” e desde que passei a entender um pouquinho mais sobre a vida, vi que ela é feita de pequenos ritos.

Algumas pessoas costumam dizer que o tempo e suas marcações é a gente quem faz e em partes, concordo. Nosso tempo individual pode (ou não) ser marcado por qualquer coisa, situação, fenômeno, crença. Muitas coisas só fazem sentido para nós mesmos, assim como muitas dessas coisas perdem o significado com o passar dos anos.

A vida seria menos divertida se a gente não a marcasse ali, em algum ponto, de alguma forma, em alguma situação para nos lembrar de algo ou alguém. Isso também trata de aprendizado. Seria eu muito otimista? Talvez! Eu penso que se estamos aqui por algum motivo (e estou longe de questionar fé, crenças, teorias ou filosofias de cada um), devemos tentar fazê-lo da melhor forma. Ou tentar – esse é o objetivo.

Há marcas que a gente insere (uma música, por exemplo, que te faz lembrar de um momento difícil ou muito bom), ou uma data (até seu próprio aniversário é uma marca em que você coloca um peso sentimental), mas a vida também trata de inserir algumas marcas por nós (a perda de uma pessoa querida, por exemplo) e talvez uma das grandes jogadas do nosso aprendizado seja lidar com todas as marcas que nossa vida carrega.

Nossos ancestrais aprenderam a ver na natureza algumas marcas que poderiam ajudar seu próprio dia-a-dia. Observar os processos naturais do tempo e aprender a interiorizar isso, é uma das maiores fontes de poder pessoal de que se tem notícia. A natureza é poderosa e se aprendermos a nos preparar como ela, nos sairemos melhor em grandes partes dos nossos confrontos diários.

Os ciclos do ano nos ensinam muito com poucos signos: basta parar um pouco e olhar ao redor como muita coisa muda! Claro, o clima brasileiro não propicia muito essa mudança, mas há lugares em que as mudanças são radicais – e as cores também.

Hoje o outono começou no hemisfério sul e nessa ocasião nossos ancestrais celebravam o equinócio de outono. Para quem não sabe: equinócio (do latim: aequus (igual) e nox (noite), então “noites iguais) é quando o dia e a noite têm “pesos” iguais, se equivalem na corrida do sol durante o ano. E o outono nos remete à colheita da terra.

Há uma figura de linguagem bonita nessas celebrações e se eu escolhesse apenas um signo para comentar, ficaria o dia todo aqui, e perderia o equinócio! Preste atenção ao anoitecer, eles são muito bonitos nessas datas!

E a quem ainda celebra com os ancestrais: Um ótimo Mabon, ou Ostara! Angus, Dionísio, Eostar, ou Alban Eilir! É uma escolha sua o nome do que (ou a quem) você celebra. O que importa é aprender!

heroi01

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s